Faça o seu PEDIDO DE MÚSICA

Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Carregando música...

Vocação Vocação

        Primado de Cristo: temos consciência de que a Comunidade Tom de Amor não nasceu por vontade humana, mas sim por designo Divino, deste modo como tudo provém da vontade Divina e é gerada para Cristo. Podemos afirmar que a Comunidade Tom de Amor nasceu do Coração de Deus e só sub existe enquanto permanecer em Cristo (cf. Col 1,15-17).
     Dia após dia a Comunidade Tom de Amor e seus membros atuantes, devem renovar o compromisso assumido dentro da Igreja Católica Apostólica Romana; de ser parte do Corpo de Cristo. Jesus sendo a cabeça deve ter o primado em todas as nossas orações, ações, trabalhos, fadigas e tudo o que diz respeito a nossa caminhada missionária.(cf. Col 1,18s.)
        Assim como Jesus Cristo restabeleceu a paz ao preço de Seu Sangue procuramos estabelecer a paz ao mundo através do anuncio da Boa Nova (cf. Mat 10).

        A Comunidade Católica Tom de Amor faz parte da indentidade das Novas Comunidades e cujos membros se comprometem a ser uma expressão viva do amor que brota do coração do nosso Deus e da sua Igreja, para com os mais pobres, em continuidade a missão do Cristo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou pela unção para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos, aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19)

        A Comunidade Tom de Amor acolhe e une forças de homens e mulheres, leigos e clérigos, que, de várias formas e níveis, escolhem tornar-se “Servos da Alegria” para evangelizar os pobres materialmente e espiritualmente, confiantes na potência do Espírito Santo e exercendo todas as obras de missão que as próprias forças permitem.

        Reconhecemos e adoramos o Espírito Santo como o principal protagonista deste Novo Pentecostes de serviço e alegria.
O “óleo” que o Bom Samaritano derramou sobre as feridas do pobre homem espancado pelos ladrões (cf. Lc 10,29-37) é o mesmo Espírito Santo que hoje o Senhor deseja derramar ainda sobre as chagas de tantos corações quebrantados.
Acreditamos que as dimensões carismáticas e evangelizadoras sejam inseparáveis e que ambas conduzam a uma libertação integral, a uma transformação total: “recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os confins da terra” (Cf. At 1,8).
        Conscientes do relacionamento inseparável que existe entre o Anuncio e o Testemunho da Caridade (Cf. Tg 2,14-19; 1 Jo 3,14-17), nos comprometemos a conjugar harmoniosamente Evangelização e Caridade como duas faces de uma só medalha: “A Igreja não pode, sob pena de atrair a missão de Jesus, separar a Salvação da promoção da justiça e da libertação” (DGAE doc 61; 77).
        A Comunidade Tom de Amor deseja, enfim, viver no seu interno, como seus discípulos e que tanto desejou para eles: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros!”(Jo 13,34-35).
        A criatividade do amor serviçal se expressa nas várias modalidades da nossa entrega e do nosso anuncio: 

       Os Servos do Amor, que se comprometem, através da ação Pastoral de Conjunto, buscar a unidade dentro da Igreja de Cristo, utilizando do evento Hallel Vale Som e Vida, sua expressão de evangelização através de novos métodos, novo ardor e novas expressões (Carta de João Paulo II aos artistas)
        Os Adoradores do Amor, intercessores, aos pés da Eucaristia para a família e a humanidade;
     Os Artistas da Alegria e do amor, que se comprometem, através da arte, a revelar ao mundo a beleza, a harmonia e a ternura do Coração de Deus, para a edificação do Reino de justiça, fraternidade e paz, através da Escola e Artes Tom de Amor.


ESCOLA DE PENTECOSTES

Reconhecemos o Espírito Santo como Protagonista de nossa Missão. Pelo batismo no Espírito Santo (Cf. At 1,5), que nos reveste do poder do alto (Cf. Lc 24,49) na riqueza dos seus dons e dos mais variados carismas (Cf. 1Cor 12,4-11), nos tornamos, até às extremidades da terra, autênticas testemunhas (Cf. At 1,18), do amor de Cristo Jesus, que veio “para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
O anúncio querigmático se fundamenta sobre a potência do Espírito (Cf. 1Cor 2,1-5). Este anúncio será, por isso intrinsecamente carismático como manifestação do Espírito e da sua potência.
Toda experiência de Evangelização é um pequeno Pentecostes que vai além de todas as fronteiras (Cf. At 2, 4-5). O Espírito Santo, Dom do Ressuscitado, é indissoluvelmente ligado ao mandato missionário (Cf. Jo 20,21-22): no Espírito Santo, a Evangelização mostra toda sua potência e eficácia: “Estes são os sinais que acompanharão os que crêem: em meu nome expulsarão os demônios, falarão em novas línguas, pegarão em serpentes, e se beberem algum veneno mortífero, nada sofrerão, imporão as mãos sobre os enfermos, e estes ficarão curados... E eles saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,17-20).
Para evangelizar precisamos destes dons espirituais: “Por conseguinte, as línguas são um sinal não para os que crêem, mas para os que não crêem” (1Cor 14,22) e mais: “...Se, ao contrário, todos profetizarem, o incrédulo ou o simples ouvinte que entrar, há de se sentir argüido por todos, julgado por todos; os segredos de seu coração serão desvendados; prostrar-se-á com o rosto por terra, adorará a Deus e proclamará que Deus está realmente no meio de vós” (1 Cor. 14,24-25).
O Espírito Santo é o Dom do Ressuscitado, “expressão pessoal deste doar-se, desse ser amor”. É o Dom do Cristo que na Páscoa “apresentando-se aos Apóstolos com as feridas do Crucificado, sopra sobre eles dizendo: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,22-23). Pelo Espírito, então “o poder salvífico de Deus pode atingir toda a espécie de pecados do homem”.
Nele somos enviados para devolver a todos os homens e ao homem todo a sua dignidade de Filho amado, a herança do Pai, a filiação divina, o perdão que faz dele uma nova criatura (2Cor 5,17) e que o resgata da escravidão do pecado (Gl 4,5-7).


ESCOLA DE PROFETAS


“No principio era o Verbo... Tudo foi feito por meio Dele e sem Ele nada foi feito” (Jo 1,1-3). É a Palavra que do nada chama à existência todas as coisas. Por isso, não pelo nosso esforço, mas pela ação eficaz da Palavra constitutiva (Lc 4,18-19), nasceu a nossa família.
Pela força da Palavra acolhida como principio de cada ação, critério único de todo discernimento, a comunidade vive e se renova a cada dia.
Seja o evangelho nossa primeira e única regra de vida, para que, evangelizados, possamos evangelizar. Nunca a lógica, a prudência e a sabedoria humana substituam a “loucura” evangélica da sabedoria divina, “pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens” (1 Cor 1,25)
Permanecer na Palavra, permanecer em Cristo, permanecer no amor, observar os seus mandamentos, eis o único caminho que nos é apresentado, garantia de frutos abundantes (Jô 15,8). Portanto é na sua Palavra, e não nas nossas pobres forças, que se enraíza e jorra a nossa ação apostólica. “Dá meditação da palavra de Deus e, em particular dos mistérios de Cristo, nascem, como ensina a tradição espiritual, a intensidade da contemplação e o ardor da ação apostólica”.
Acolhendo o convite do Concilio Vaticano II nos aproximaremos da Palavra segundo a “Leitura no Espírito”. A cada dia dedicaremos o tempo para ler, meditar e rezar a Palavra para que esta se torne vida em nós.
A Palavra, constantemente acolhida e meditada nos livrará da tentação de nos conformar á mentalidade deste mundo.
Permanecendo na escola de profetas mesmo quando ela soa dura ao nosso ouvido na certeza que não existe outro caminho, outra porta, outra vida e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus.”(Jo 6,68-69).


ESCOLA IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


A Comunidade nasce no seio de Maria, que primeiramente “acolheu”, pelo seu “sim” na Encarnação de Cristo, o Espírito do Senhor (Lc 1,26-38) como Espírito de plenitude e paz e de infinita fecundidade.
Reconhecemos ainda a maternidade de Maria, aos pés da Cruz, pelo poder da Palavra que Maria “acolheu” gerando-nos como filhos no Filho: “Mulher eis aí Teu filho!” (Jo 19,26). É no calvário que o coração de Maria, “transpassado pela espada da dor” (Lc 2,35), acolheu, como cálice de Amor, cada um de nós para gerar-nos á vida nova em Cristo.
A Comunidade Tom de Amor, enfim, nasce no Coração Imaculado de Maria, como primeiro cenáculo no qual, reunidos com ela, em oração, aprendemos a fazer da nossa vida fraterna e apostólica um Pentecostes para a humanidade (At 1,14; 2,1-13).
Ao “sim” de Maria unimos o nosso “sim”. Como João, queremos levar Maria para nossa casa (Jo 19,27) para deixar-nos formar e educar por ela.
De Maria aprendemos sobre tudo seu silêncio, a acolher a cada dia a Palavra, deixando que habite abundantemente em nós (Cl 3,16) e se “faça carne” na nossa vida (Lc 1,42). Sempre, discípulos do Único Mestre (Lc 8,19-21), buscamos com Maria apenas a fiel adesão à Vontade do Pai para cumprirmos continuamente o que Ele nos disse.
Aos pés da Cruz aprendemos de Maria a “permanecer de pé” (Jo 19,25) perante toda dor e provação, conformando-nos a Cristo Crucificado para gerar com Maria, a Mãe da humanidade, os homens e as mulheres do nosso tempo, nesta “hora” de parto. Aprendemos assim a amar até ao extremo (Jo 13,1-3) deixando-nos transpassar a alma pelo grito de Cristo nos sofredores de hoje (Lc 2,35). Queremos, com Cristo, crucificar os nossos membros no madeiro da Cruz, para que nossas mãos se abram para sempre e para todos no abraço da paz.
Vivendo com Maria, Esposa do Espírito Santo, transformando toda nossa fraternidade em Cenáculo para que nossos medos, fraquezas, pobrezas, sejam revestidos do “Poder do Alto” (At 1,18).


ESCOLA SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Exultando no Espírito Santo, Jesus nos revela um verdadeiro “magistério” dos pobres (Lc 10,21) que a Igreja sempre reconheceu. Aos pequeninos, aos “anawim” são revelados os mistérios do Reino: no Espírito Santo eles têm acesso ao coração do Pai e do Filho.
O pobre, “sacramento” vivo do Cristo (Mt 25,31-33) nos converte e nos impulsiona a sermos, cada vez mais pobres, despojados, livres. Seja ele o nosso mestre e o ponto de referencia das nossas escolhas, do nosso serviço, da nossa oração (Lc 4,18-19).
Do pobre aprendemos a nos alegrar com pouco, a apreciar tudo, a partilhar cada coisa, a agradecer e a pedir perdão, a recomeçar sempre com humildade, com o coração livre, de criança.
Dele aprendemos o louvor, a maravilha perante as surpresas do Amor, a preciosidade de todo homem (Is 43,6) e de toda mínima coisa.
Dele aprendemos a olhar os pássaros dos céus e os lírios do campo, para receber do Pai o alimento e as vestes. (Lc 12,22-31).
Do pobre aprendemos a ser senhores e viver como servos, a ser crianças, a brincar na vida, a rir de nós mesmos, a cantarmos na morte, a sermos somente presença amiga, braços estendidos, a sermos “sim”, filhos no Filho, filhos da Divina Providência (Lc 6,35-38).